quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sobre as vezes que aqui não venho

É certo que tenho andado distante, pelo menos não tão próxima deste cantinho quanto gostava. E também é certo que os comentários com este mesmo conteúdo começam a torna-se repetitivos. Mas como vejo este canto como sendo "o meu canto" dou-me ao luxo e à avareza de cá vir quando e porque me apetece escrever, não escrever muito, escrever de mais, escrever. Só. E por isso, é certo também que sempre que me lerem, aqui, é porque estou com vontade e me apetece (qual garota de nariz empinado).
O que mais gosto nisto é que apesar de passar os dias a escrever, a profissão assim o dita, sinto várias vezes vontade de cá vir dizer umas coisas. Como hoje, em que não há muito para dizer, mas me apetece acrescentar (aqui está ela outra vez), algo.

Os dias têm "sido agridoces". Não tenho nada para me queixar e acho que isto, por si só, me traz material que chegue para arranjar tema para me queixar... 
Pela manhã, conversava com alguém que me confessava ser uma eterna insatisfeita, dei por mim a dizer-lhe que estava óptima com tudo o que tenho e não tenho e eis que, por fim, insatisfeita.
Já me deixei de me "passar cartão".  Já me conheço o suficiente para perceber que não me conheço assim tão bem para saber lidar comigo. Complicado, hein?! Exacto. Era aqui que queria chegar.
Gostava de pensar mesmo só no hoje. A sério que gostava... (estão a ver? lá está ela a deitar mais achas para a fogueira).

Por hoje, será só hoje.
Assim.
Sem complicar mais. Nem mais um bocadinho.




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Artigo nr. 37

Há uns tempos que não estudava. Estudar mesmo estudar, de sublinhar coisas, fazer apontamentos, ler alto umas quantas vezes. Esta semana, será o regresso! Hoje, comecei mal: deixei-me levar pelo quentinho da manta e adormeci.
Haja energia para os dias que se seguem e memória, muita memória, sff.

Um louvor para quem estuda direito!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mas

De acordo com o dicinionário online de português - "conj. Expressa fundamentalmente: 1.º, oposição: isso não é verdade, mas mentira das maiores; 2.º, ressalva: vá, mas não demore; 3.º, restrição: é bom chefe de família, mas não pensa no dia de amanhã. (Sin.: porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.)"


De acordo com o meu dicionário - palavra extremamente perigosa, que me dá dores de cabeça a torto e a direito, quando a resposta certeira deveria ser: sim. ou não. 

Talvez "ou" também tenha outro significado para mim.
E talvez.
Grrr

E, acrescento, o bom chefe de família do dicionário online de português é que tem razão.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Esses "será's que"

Com o passar do tempo, começamos a perceber que todas as chamadas de atenção feitas pelos que nos são mais próximos fazem sentido. De repente, tudo aquilo que um dia apelidámos de "deixa-te disso, não é bem assim", é mesmo assim. A bem ou a mal, é assim. 
Falo do "estás na idade das dúvidas", "não sabes o que queres, é próprio da idade", "ainda tens muito que aprender...", "falta-te crescer". 
Hoje, é o dia de fazer jus à tão célebre "um dia vais dar-me razão", sem querer, dou por mim a concordar "sim, tiveram e têm razão".
Percebo o quanto me falta crescer, amadurecer, quando a vida me coloca questões às quais lhe respondo, sem hesitar, com incerteza, insegurança, receio e o mesmo "e será que" de tantas vezes.
E estes "será's que" servem para diferentes dimensões, a profissional, essa coisa do amor ou das paixões e outras mais.
Depois, sirvo-me da "o que tiver que ser será" e compreendo que são estes "será's que" que me vão fazer crescer. Crescer até ao ponto rebuçado, aquele em que não serei totalmente crescida, aquele que me permitirá enrijecer as respostas e me fará continuar a ser a pequena de sempre, a precisar das chamadas de atenção dos mais que tudo.


I'm no longer a child, but....


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O mundo e as suas (nossas) necessidades.



Em bolas de sabão...

Deviam vir os sonhos. Embalados no doce soprar das crianças, sejam elas de 5 ou 50 anos. Deviam manter-se assim, como as bolas de sabão, serenos, incertos na direcção mas certeiros no objetivo. E o mais importante, deveríamos todos olhar os sonhos como as crianças olham as bolas de sabão: sabendo que foram por elas criadas e que, por isso, merecem contemplá-las até ao último brilho, até ao último "plim" no abstrato, sem quês nem porquês. Depois... depois é só deixarmos que outros sopros nos façam subir alto como elas, as bolas de sabão.