sexta-feira, 23 de novembro de 2012

See you later @ London time

Next stop: London (:

Aqui vamos nós, os manos Póvoas numa mega aventura em Londres.
Espero conseguir trazer novidades para o JustBecause enquanto por lá andar. Se não conseguir, quando chegar faço o relato.

Ansiosa!

Até lá...!


Kiss Kiss*

Ps.: Houve alguém que tentou MESMO ir connosco. Não conseguiu, deixou o rabo de fora.





quarta-feira, 21 de novembro de 2012

We Love Food

Hoje, apresento-vos um projecto do qual faço parte, com muito orgulho: We Love Food.
Tem sido um enorme prazer trabalhar com uma equipa bastante profissional e empreendedora para fazer crescer, dia após dia, este bebé.
Para além do blogue e da página do Facebook, hoje foi dado um novo passo: nasceu a rubrica "To eat, to love", no canal do youtube do We Love Food.
Para quem gosta de cozinhar, para os que sabem ou para os que não sabem e querem aprender, para quem gosta de comer, para quem gosta de convívios à mesa... Está tudo convidado a entrar no nosso pequeno GRANDE mundo. Sintam-se à vontade para partilhar connosco as vossas aventuras pelo mundo colorido dos alimentos e das refeições : )


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Alice.

Há casos que, tenho cá para mim, se repetem ao longo das décadas... E tenho cá para mim que o melhor amigo do homem (e não do Homem) não é o cão.  É a lista telefónica. Surpresos? Isto tem uma explicação e não, não se relaciona com engates. Ou talvez  até sim, já que a usam quando estão "engatados" na originalidade.

Na habitual hora do almoço na "salinha das marmitas", veio à baila a conversa que já toda a gente teve: que nome dar aos rebentos. Quem os não tem, como eu, lançou palpites e desejos para o ar, quem há muito tempo saiu da maternidada com mais um elemento, contou como foi o difícil processo de escolha.
Ora, para a senhora com mais vida da salinha das marmitas (confesso que me tornei uma fã à grande desta senhora, fala, comenta, goza e, sobretudo, não se cala: igualzinha a mim), o processo foi simples. Bom, pelo menos tudo levava a crer que sim.
Depois de uns quantos Bernardos, Joões, Marias, Filipas, lançados ao ar a "Vida da salinha das marmitas" (vamos chamar-lhe assim) começou a contar a sua história:
- Eu sempre tive os nomes das minhas filhas definidos. Desde pequena que quis que as minhas filhas se chamassem, Ana e Susana.
E assim foi. A primeira nasceu, ficou Ana. Quanto à segunda....
- E o marido, não teve voto na matéria?
- O marido lá disse: "Então mas escolheste o da primeira e agora o da segunda? E só se vai chamar Susana? Sem segundo nome?"
- Para mim está decidido. É Susana.
- E ficou Susana? , perguntámos curiosas e orgulhosas pela determinação da Vida da salinha das marmitas.
- Pois, isso queria eu. Naquela altura, não se podia sair da maternidade sem fazer o registo do nome da criança... O meu marido, muito pronto, foi tratar do assunto. Chegou à sala, com cara de grande feito conseguido, e disse-me: "Já registei a menina!". Perguntei-lhe assustada: "Como assim já registaste a menina? Que nome lhe deste?!", e eis a resposta: "Dália Susana".
Nesta altura, a sala das marmitas encheu-se de um misto de risos e de solidariedade feminina. Dália Susana?!?
- Sim, Dália Susana. Nem queria acreditar... Mas tive que me mentalizar. Já estava. Melhor foi a jsutificação que me deu quando lhe perguntei como se tinha lembrado do nome Dália: "Ora, não tinha ideia nenhuma. Fui à lista telefónica procurar e escolhi o que mais gostei: Dália. Dália Susana".
 
 
É por estas e por outras que a mim ninguém me engana. Lá irá chegar a altura da minha Alice nascer e aí, meus amores, não há cá listas telefónicas que vos valham. Seja ele quem for, está decidido. Alice. Sem país das maravilhas. Só Alice. Das maravilhas tratamos depois do registo do nome, feito em segurança.
 
 
 
 



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

É isto.


"Este país preocupa-me, este país dói-me. E aflige-me a apatia, aflige-me a indiferença, aflige-me o egoísmo em que esta sociedade vive. De vez em quando, como somos um povo de fogos de palha, ardemos muito, mas queimamos depressa."

José Saramago


 




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Entrevista Colorida - Se é para correr... The Color Run!

Cor, alegria, convívio e originalidade. Assim podemos definir o que aí vem: The Color Run.
Uma corrida animada onde a cor será o equipamento de todos os participantes.
Nos EUA a ideia tem cerca de 1,5 ano, em 2012 a iniciativa chega à Europa e Portugal é o primeiro país a recebê-la. Digam lá que não é motivo de orgulho em tempos tão cinzentos como estes, hein?

Quanto a regras ou requisitos... Só os mais coloridos. Ora prestem atenção:

- 5km de sorrisos;
- T-shirt branca  para ser colorida ao longo do percurso;
- Cada quilómetro está relacionado com uma cor que é pulverizada pela organização da prova, inluindo voluntários;
- Cada quilómetro atingido é sinónimo de pulverização, portanto, "mais cor vestida" (: ;
- Não há cronómetro nem tempos...
- A festa continua depois da corrida!

Entusiasmados?
Eu também!
Por isso, conversei com a organização para vos trazer mais pormenores e vos deixar ainda com mais vontade de participar .

Ora vejam:

JB (JustBecause) - Como nasceu a iniciativa “The Color Run Portugal”?
Jorge Azevedo (JA , promotor The Color Run Portugal IBERIA) - Nasceu de uma necessidade de diferenciar e renovar  o modelo existente das corridas.
Mais importante que os tempos ou cronómetros, queremos que as pessoas cheguem à meta com um sorriso ...e cheias de COR na cara!

JB - Há quanto tempo a “The Color Run” dá cor à rotina dos cidadãos?
JA - Nos EUA a ideia tem cerca de 1,5 ano. Em Portugal vamos arrancar.

Em que cidades já houve esta iniciativa?
JA - Nos EUA esgotam em cerca de 60 cidades.
Em Portugal ainda nao houve nenhuma...mas vai haver em muitas! E vamos ser os primeiros da Europa a ter este conceito.

O que é que os “atletas” portugueses podem esperar desta corrida, em que consiste?
JA - Muita cor, muita alegria, muitos sorrisos e divertimento.
Mais do que uma corrida vai ser um grande dia de verdadeiro divertimento.


É uma corrida que vem em boa hora, já que o ambiente por cá anda meio cinzento?
JA - Exacto, queremos alegrar um pouco as coisas e dar cor a Portugal!

Onde se podem inscrever os interessados?
JA - As inscrições ainda nao abriram...mas vai ser possível no site: www.thecolorrun.pt.

Quais as datas e em que cidades portuguesas se irá exaltar a prática do “desporto colorido”?
JA - As datas ainda estão no forno a COLORIR e as cidades serão as principais cidades do País
Vamos colorir Portugal de norte a sul!

Assim que houver mais novidades, o JustBecause volta à carga com informação colorida.
Por agora, ficam algumas imagens e vídeos para vos dar uma noção do que nos espera ahahah



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Cruzadas

Estão, nesta altura, a ler descansadamente uma revista no metro enquanto voltam para casa depois de um dia de trabalho, de perna cruzada?
Desengane-se quem julga estar longe de criar uma bela discussão pública. Ou descruze-se.
Pois que ontem ia, em paz, para casa de metro e eis que um senhor de seus 80's se senta à minha frente com um ar intrigado e a soltar umas imperceptíveis larachas para o lado. 
Olhei para ele, por cima da revista, tentando perceber se o estava a incomodar com alguns dos meus mil acompanhantes (mochila, lancheira, chapéu de chuva, bla bla). Não. Estava sossegadinha no meu canto e continuei a ler. As larachas continuaram e eis que o respeitoso senhor da boina me começa a dar um sermão ENORME à frente de todos os passageiros. Não, não era sobre o estado do País. Não, não era sobre o estado do tempo. Sim, era sobre o estado das minhas pernas. 
- "Cruzadas, menina? Sabe o mal que isso lhe faz, sabe? Sabe que o sangue não circula?"
(Neste momento, a única coisa que me circulava pela cabeça era: "Ok, isto está a acontecer. Estou a adorar que este caricato idoso se preocupe com a minha saúde mas tenho tudo a olhar para mim com ar de acusação. Vou tentar disfarçar a coisa".)
- Pois, sabe... Dá-me mais jeito estar assim. De facto, bem não deve fazer... Mas senhoras e senhores cruzam as pernocas, por hábito já. Não se preocupe que é pouco tempo e não fará tanto mal assim.
- "Não me preocupo? Pois não. Esta juventude não sabe nada! Ando eu a ver professores de matemática a não saber fazer contas e professores de português a dar erros e admiro-me que a menina não saiba que não pode estar de pernas cruzadas?!"

Toda a história, envolta numa fúria saudável, "incomodou-me agradavelmente". 
Achei-lhe piada, apesar de estar a ter uma discussão pública sobre o estado das minhas pernas às 19h e tal.

Acabei o dia a aprender lições...a metro.
Adoro histórias, destas que fazem bem à circulação (:





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Jogou-se em Londres

Há alturas em que o tempo esgota e o blogue, infelizmente, passa para segundo plano por mais temas interessantes que tenhamos para dar à lingua, aliás, à tecla.
Há outras alturas em que temos muito tempo mas as teclas ficam perras ou a imaginação anda descontrolada.
Há outras ainda em que mesmo não havendo tempo, ou havendo teclas perras, há um motivo de força maior que não aguenta mais e tem que vir ao de cima, como a verdade.
Hoje há um tema desses que não pode esperar muito mais tempo sob pena de haver muito mais para contar e o post ser o dobro deste.
Há uns meses uma amiga minha veio ter comigo e disse-me: "Não tenho certezas mas acho que vou para Londres uns meses enquanto chega a altura do Doutoramento".
Ora, qual a minha resposta pronta? "Joga-te logo em Londres, garota!"

Daí a entrar no avião, foi uma questão de semanas.

A aventura da J. começou há meio mês. 
E há mais ou menos dois meses, desde que me começou com a conversa de Londres, que o meu orgulho por ela cresceu ainda mais. 
Esta amiga é daquelas que sabe o que quer, que tem resposta pronta e não se atrasa nos passos em frente.
E este é só mais um exemplo dos muitos que já conto. PodIa estar em Portugal, segura na casa dos papás, com sopas e descanso, comigo a chatear-lhe a cabeça, à procura de um trabalho (um desses que dá para desenrascar a malta por uns tempos), com o namorado e os amigos, com a vida descansada de quem acorda tarde e espera por respostas. Podia. Mas não é gente de "podia ser" esta que eu conheço.
Deixou tudo para trás e foi passar uns meses para Londres, à procura de um trabalho, de um quarto e de uma cidade de braços abertos para a receber.
Não foi isso que encontrou. A cidade sentou-se de braços cruzados à espera da J., à espera que esta fosse só mais uma turisa de passagem. Mas a J. trocou-lhe as voltas.
Um primeiro traballho que não resultou, umas quantas tentativas falhadas na procura de quarto, uns trocos gastos a mais, receios e hesitações por aqui e po ali mas o cenário moldou-se e a nossa pequena está agora a viver no seu quarto Keep Calm em Londres, com um emprego não tão Keep Calm mas que preenche os objectivos a que se propôs (recebe, come à borla e pratica/desenvolve o inglês).

A viagem de regresso podia estar para breve mas parece que Londres está agora a abraçar a persistência da J. 
Continue que ainda faltam uns meses para o Doutoramento começar. Até lá, a J. vai servir uns cafés com a alegria de quem bebe bicas por cá, vai passear como quem sai ao Domingo e falar Inglês com o british accent que se quer.


A aventura da J. tem sido acompanhada não só por mim mas por todos aqueles que visitam a página  without knowing the way. Acredito que para além de ser uma excelente oportunidade de conhecer uns prós e contras da cidade, será uma lufada de ar fresco para quem anda desmotivado e/ou com vontade de se "jogar" como a J. numa "brincadeira" (séria) destas. Visitem.

Imaginam o orgulho que é ter uma amiga que larga tudo, namorado, família, a comida portuguesa, Tomar e uma amiga maravilhosa como eu para ir para Londres passar uns meses sozinha?!
: )


Ela "jogou-se" em Londres. "Jogou-se" de tal forma que até eu me vou jogar daqui a umas semanas para lá como turista penetra.

Oh yeah.