sexta-feira, 16 de novembro de 2012
É isto.
"Este país preocupa-me, este país dói-me. E aflige-me a apatia, aflige-me a indiferença, aflige-me o egoísmo em que esta sociedade vive. De vez em quando, como somos um povo de fogos de palha, ardemos muito, mas queimamos depressa."
José Saramago
domingo, 11 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Entrevista Colorida - Se é para correr... The Color Run!
Cor, alegria, convívio e originalidade. Assim podemos definir o que aí vem: The Color Run.
Uma corrida animada onde a cor será o equipamento de todos os participantes.
Nos EUA a ideia tem cerca de 1,5 ano, em 2012 a iniciativa chega à Europa e Portugal é o primeiro país a recebê-la. Digam lá que não é motivo de orgulho em tempos tão cinzentos como estes, hein?
Quanto a regras ou requisitos... Só os mais coloridos. Ora prestem atenção:
- 5km de sorrisos;
- T-shirt branca para ser colorida ao longo do percurso;
- Cada quilómetro está relacionado com uma cor que é pulverizada pela organização da prova, inluindo voluntários;
- Cada quilómetro atingido é sinónimo de pulverização, portanto, "mais cor vestida" (: ;
- Não há cronómetro nem tempos...
- A festa continua depois da corrida!
Entusiasmados?
Eu também!
Por isso, conversei com a organização para vos trazer mais pormenores e vos deixar ainda com mais vontade de participar .
Ora vejam:
JB (JustBecause) - Como nasceu a iniciativa “The Color Run Portugal”?
Jorge Azevedo (JA , promotor The Color Run Portugal IBERIA) - Nasceu de uma necessidade de diferenciar e renovar o modelo existente das corridas.
Mais importante que os tempos ou cronómetros, queremos que as pessoas cheguem à meta com um sorriso ...e cheias de COR na cara!
Mais importante que os tempos ou cronómetros, queremos que as pessoas cheguem à meta com um sorriso ...e cheias de COR na cara!
JB - Há quanto tempo a “The Color Run” dá cor à rotina dos
cidadãos?
JA - Nos EUA a ideia tem cerca de 1,5 ano. Em Portugal vamos arrancar.
JA - Nos EUA a ideia tem cerca de 1,5 ano. Em Portugal vamos arrancar.
Em que cidades já houve esta iniciativa?
JA - Nos EUA esgotam em cerca de 60 cidades.
Em Portugal ainda nao houve nenhuma...mas vai haver em muitas! E vamos ser os primeiros da Europa a ter este conceito.
JA - Nos EUA esgotam em cerca de 60 cidades.
Em Portugal ainda nao houve nenhuma...mas vai haver em muitas! E vamos ser os primeiros da Europa a ter este conceito.
O que é que os
“atletas” portugueses podem esperar desta corrida, em que consiste?
JA - Muita cor, muita alegria, muitos sorrisos e divertimento.
Mais do que uma corrida vai ser um grande dia de verdadeiro divertimento.
JA - Muita cor, muita alegria, muitos sorrisos e divertimento.
Mais do que uma corrida vai ser um grande dia de verdadeiro divertimento.
É uma corrida que
vem em boa hora, já que o ambiente por cá anda meio cinzento?
JA - Exacto, queremos alegrar um pouco as coisas e dar cor a Portugal!
JA - Exacto, queremos alegrar um pouco as coisas e dar cor a Portugal!
Onde se podem inscrever os interessados?
JA - As inscrições ainda nao abriram...mas vai ser possível no site: www.thecolorrun.pt.
JA - As inscrições ainda nao abriram...mas vai ser possível no site: www.thecolorrun.pt.
Quais as datas e em que cidades portuguesas se irá
exaltar a prática do “desporto colorido”?
JA - As datas ainda estão no forno a COLORIR e as cidades serão as principais cidades do País
Vamos colorir Portugal de norte a sul!
JA - As datas ainda estão no forno a COLORIR e as cidades serão as principais cidades do País
Vamos colorir Portugal de norte a sul!
Assim que houver mais novidades, o JustBecause volta à carga com informação colorida.
Por agora, ficam algumas imagens e vídeos para vos dar uma noção do que nos espera ahahah
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Cruzadas
Estão, nesta altura, a ler descansadamente uma revista no metro enquanto voltam para casa depois de um dia de trabalho, de perna cruzada?
Desengane-se quem julga estar longe de criar uma bela discussão pública. Ou descruze-se.
Pois que ontem ia, em paz, para casa de metro e eis que um senhor de seus 80's se senta à minha frente com um ar intrigado e a soltar umas imperceptíveis larachas para o lado.
Olhei para ele, por cima da revista, tentando perceber se o estava a incomodar com alguns dos meus mil acompanhantes (mochila, lancheira, chapéu de chuva, bla bla). Não. Estava sossegadinha no meu canto e continuei a ler. As larachas continuaram e eis que o respeitoso senhor da boina me começa a dar um sermão ENORME à frente de todos os passageiros. Não, não era sobre o estado do País. Não, não era sobre o estado do tempo. Sim, era sobre o estado das minhas pernas.
- "Cruzadas, menina? Sabe o mal que isso lhe faz, sabe? Sabe que o sangue não circula?"
(Neste momento, a única coisa que me circulava pela cabeça era: "Ok, isto está a acontecer. Estou a adorar que este caricato idoso se preocupe com a minha saúde mas tenho tudo a olhar para mim com ar de acusação. Vou tentar disfarçar a coisa".)
- Pois, sabe... Dá-me mais jeito estar assim. De facto, bem não deve fazer... Mas senhoras e senhores cruzam as pernocas, por hábito já. Não se preocupe que é pouco tempo e não fará tanto mal assim.
- "Não me preocupo? Pois não. Esta juventude não sabe nada! Ando eu a ver professores de matemática a não saber fazer contas e professores de português a dar erros e admiro-me que a menina não saiba que não pode estar de pernas cruzadas?!"
Toda a história, envolta numa fúria saudável, "incomodou-me agradavelmente".
Achei-lhe piada, apesar de estar a ter uma discussão pública sobre o estado das minhas pernas às 19h e tal.
Acabei o dia a aprender lições...a metro.
Adoro histórias, destas que fazem bem à circulação (:
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Jogou-se em Londres
Há alturas em que o tempo esgota e o blogue, infelizmente, passa para segundo plano por mais temas interessantes que tenhamos para dar à lingua, aliás, à tecla.
Há outras alturas em que temos muito tempo mas as teclas ficam perras ou a imaginação anda descontrolada.
Há outras ainda em que mesmo não havendo tempo, ou havendo teclas perras, há um motivo de força maior que não aguenta mais e tem que vir ao de cima, como a verdade.
Hoje há um tema desses que não pode esperar muito mais tempo sob pena de haver muito mais para contar e o post ser o dobro deste.
Há uns meses uma amiga minha veio ter comigo e disse-me: "Não tenho certezas mas acho que vou para Londres uns meses enquanto chega a altura do Doutoramento".
Ora, qual a minha resposta pronta? "Joga-te logo em Londres, garota!"
Daí a entrar no avião, foi uma questão de semanas.
A aventura da J. começou há meio mês.
E há mais ou menos dois meses, desde que me começou com a conversa de Londres, que o meu orgulho por ela cresceu ainda mais.
Esta amiga é daquelas que sabe o que quer, que tem resposta pronta e não se atrasa nos passos em frente.
E este é só mais um exemplo dos muitos que já conto. PodIa estar em Portugal, segura na casa dos papás, com sopas e descanso, comigo a chatear-lhe a cabeça, à procura de um trabalho (um desses que dá para desenrascar a malta por uns tempos), com o namorado e os amigos, com a vida descansada de quem acorda tarde e espera por respostas. Podia. Mas não é gente de "podia ser" esta que eu conheço.
Deixou tudo para trás e foi passar uns meses para Londres, à procura de um trabalho, de um quarto e de uma cidade de braços abertos para a receber.
Não foi isso que encontrou. A cidade sentou-se de braços cruzados à espera da J., à espera que esta fosse só mais uma turisa de passagem. Mas a J. trocou-lhe as voltas.
Um primeiro traballho que não resultou, umas quantas tentativas falhadas na procura de quarto, uns trocos gastos a mais, receios e hesitações por aqui e po ali mas o cenário moldou-se e a nossa pequena está agora a viver no seu quarto Keep Calm em Londres, com um emprego não tão Keep Calm mas que preenche os objectivos a que se propôs (recebe, come à borla e pratica/desenvolve o inglês).
A viagem de regresso podia estar para breve mas parece que Londres está agora a abraçar a persistência da J.
Continue que ainda faltam uns meses para o Doutoramento começar. Até lá, a J. vai servir uns cafés com a alegria de quem bebe bicas por cá, vai passear como quem sai ao Domingo e falar Inglês com o british accent que se quer.
A aventura da J. tem sido acompanhada não só por mim mas por todos aqueles que visitam a página without knowing the way. Acredito que para além de ser uma excelente oportunidade de conhecer uns prós e contras da cidade, será uma lufada de ar fresco para quem anda desmotivado e/ou com vontade de se "jogar" como a J. numa "brincadeira" (séria) destas. Visitem.
Imaginam o orgulho que é ter uma amiga que larga tudo, namorado, família, a comida portuguesa, Tomar e uma amiga maravilhosa como eu para ir para Londres passar uns meses sozinha?!
: )
Ela "jogou-se" em Londres. "Jogou-se" de tal forma que até eu me vou jogar daqui a umas semanas para lá como turista penetra.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
"Sou dos revolucionários"
Hoje recebemos uma visita ilustre no Gabinete. Com os seus muitos e muitos anos (90's, creio) o professor Raimundo Vicente, da "equipa" dos mais velhos astrónomos Portugueses, chegou com o seu ar alegre apresentando-se como sendo o "professor das palavras feias": "Sou o professor das palavras feias, daquelas que niguém gosta de utilizar. Falo português. Digo bicha quando estou atrás de pesssoas para almoçar. Digo com licença e se faz favor. Digo senha e não password. Sou o professor que muitos não gostam... Dei 7 vezes a volta ao mundo. Vivi lá fora, vi o que se faz e como se vive lá fora. Não ando para trás, se tomei o pequeno almoço, almoço e jantar no japão, hei-de tomar as mesmas refeições no país da frente. Fui convidado para falar sobre a minha área em muitos países. Sabe qual foi o único em que não fui convidado? O meu. Se pudesse, amarrava os nossos políticos com uma corda, colocova uma pedra a acompanhar e atirava-os ao rio. Não gastava energia, já viu? O único problema é que nem para alimento das espécies serviriam de tão indegestos que são.... Tenho muitas histórias da carochinha para contar, muitas... Mas aqui, ninguém as quer ouvir". Ganhei o dia. Agradeci-lhe o facto de me ter embalado com as suas histórias da carochinha. Não sei se o voltarei a ver mas sei que o ouvi e que presenciei a sua sabedoria. Chega-me. Numa altura em que as "pessoas" (essas) do meu País me desiludem a cada dia que passa, encantam-me essas pessoas (estas!) de um País que já o soube ser: País.
"Sou dos revolucionários", dizia.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
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