sexta-feira, 20 de julho de 2012
"Amar alguém não se pode fazer quando nos apetece, exige militância, acordar cedo para estar esticadinho na formatura"
Por Fernando Alvim, publicado em 19 Jul 2012, jornal i
"O grande problema do amor é não nos poder ser dado por alguém que escolhamos como certo e saibamos ser o melhor para nós. Desafortunadamente, o amor não se escolhe assim – antes fosse – e na maior parte das vezes opta justamente pelo sentido inverso. E do mesmo modo que existem doenças que precisam de um dador certo de medula para se curarem, também o amor não pode ser dado por qualquer um. E isso é que é o cabo dos trabalhos. Não fosse isso e o amor seria tão simples.
Que pena não haver uma marca branca para o amor, como agora se faz para alguns produtos de supermercado. Tão bom seria se, precisados de amor, simplesmente o adquiríssemos junto de quem estivesse disposto a dar-nos. O problema é que nós precisamos de estar prontos para recebê-lo. Senão, era muito fácil: ia-se à prateleira, tirávamos a quantidade de amor necessário para nos alimentarmos e, findo o stock, regressaríamos ao mesmo local para nos reabastecermos. Há quem faça isto com o sexo – e com o sexo dá e é muitíssimo bom – mas, com o amor, não se metam nisso. O amor não tem one night stand. Amar alguém não se pode fazer quando nos apetece, exige militância, acordar cedo para estar esticadinho na formatura.
Amar é estar nos quadros de uma empresa em lugar ministeriável, ter sexo é ser colaborador a recibo verde. Por isso é que há mais gente a ter sexo do que a amar – e reparem que não estou a adoptar nenhum dos lados –, mas quem ama pode ter sexo e quem tem sexo pode nunca conseguir amar."
quarta-feira, 18 de julho de 2012
OUT JAZZ que bem que me sabes, que bem que me fazes!
"OUT JAZZ é para os amigos. Para os apaixonados. Os aventureiros e os preguiçosos. Para os que odeiam domingos e os que se angustiam com as segundas. É para as mães e os pais, para os filhos, até mesmo para os avós e os netos. É para os sonhadores. Os que se pudessem andavam sempre descalços. Para os de havaiana, para as de salto alto. É para os intelectuais. Para os críticos e os relaxados. É para os grupos, ou para vir sozinho. Não tem limites, não tem entradas, não tem idades. É para todos usufruirmos da solarenga Lisboa que se põe tão bela aos domingos, com a sua música doce e os seus sorrisos de par em par. "
Sunshine
Calor e energia positiva!
Quando trabalhamos em algo que gostamos e nos motiva, nem o corropio de quem vai para a praia de manhã enquanto apanhamos o transporte para o trabalho nos entristece.
Yeah!
E os fins-de-semana?
Ai os fins-de-semana... Tão bem aproveitados!
Que bem que sabe.
Agora já percebem o porquê de não conseguir actualizar o blogue com mais frequência, não é?
Aproveitem!
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Leite com Café
"Sentou-se à mesa, na esplanada. Da mala cheia de coisas, ou da mala cheia de nada, tirou o livro. Colocou-o na mesa, junto ao café com leite. Sempre com leite, não gosta do café, esse café solitário de que toda a gente gosta.
À sua volta, gente, muita gente. Por aqui e por ali, uns sozinhos, outros acompanhados, outros, muitos, sozinhos. De fato, a trajar o descontraído ou a sucumbir a um "fashion low cost".
É sempre assim, quando sai, sozinha ou bem acompanhada com um livro, nunca se sente só. Eles sim, a gente que vive à sua volta e vem com companhia.... Bebem café e são solitários, como ele.
Um gole de café com leite, aliás, leite com café. Depois, uma frase lida e o olhar sempre em redor... À espreita dos que chegam e dos que vão, dos que discutem e dos que fazem juras, dos que brincam aos seus 12, 10 e 11 anos, dos que trazem o tio, os avós e os primos. Dos que ficam, os que se julgam juntos,e juntos não conversam.
E ali continuou, bem acompanhada. Sempre tão bem acompanhada."
RPóvoas
"Comércio não tradicional"
00.30 horas - Facebook, algures num comentário:
(...)
- Já foste à minha loja?
- Entrandooooo.
Comércio não tradicional. Ou será que este é que é "tradicional" e eu é que não?
Tive que desabafar.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Ver
Não gosto de gente que se acomoda. Não gosto e ponto final. Não gosto desta cultura da lamúria tipicamente Portuguesa (até já há estudos da OCDE que nos colocam em 3º lugar no ranking do lamento).
Gosto de gente que sai de casa como eu, todos os dias, à procura de qualquer coisa, muitas vezes à procura de nada mas que sai. Sai e não fica à espera de boleia, que esteja sol ou que haja alguém que nos acompanhe.
Bolas.
"Não posso ir porque hoje não é um bom dia, sabes...", "Não vou sozinha. Não gosto.", "Mas e se combinarmos aqui, pertinho de minha casa?".
É isto que me irrita. É isto que não percebo e não quero perceber... Porque nada nos vem ter às mãos. Porque é no sair, estar, fazer, que alcançamos objectivos, desenhamos caminhos e vemos! Sobretudo VEMOS.
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