terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Produtora que acredita nos projectos que os grandes rejeitam

"Chegou a produtora dos pequeninos
29 de Novembro de 2010, Meios & Publicidade, por Pedro Durães

“A nossa estratégia passa por agarrar as pequenas e médias empresas, os pequenos clientes que não interessam às outras produtoras com maiores recursos.” É este o posicionamento, nas palavras do seu fundador, o realizador António Aleixo, da nova produtora que acaba de entrar no mercado, a Low Cost Filmes. “Temos consciência de que o mundo da publicidade em Portugal é pequeno e não queremos de modo algum pisar os calos de ninguém”, frisa ao M&P o profissional que trabalhou como técnico de pós-produção na Tobis Portuguesa e passou por experiências internacionais nas produtoras Reversal Films e Upperunder.

Este novo player no mercado da produção quer, segundo António Aleixo, servir-se das novas possibilidades da comunicação online, televisões regionais e ecrãs gigantes de vídeo para publicidade espalhados pelas cidades para “trabalhar e crescer com marcas e empresas mais pequenas que, fruto do desenvolvimento da comunicação online e destes novos recursos de divulgação, estejam interessadas em ver a sua marca e produtos tratados como se de multinacionais se tratassem”. “Estes meios de divulgação têm sido inundados com uma produção comercial de um cariz muito amador, são sempre uns powerpoints animados que servem apenas para queimar a imagem do próprio anunciante”, critica António Aleixo.

Para lá da produção, a Low Cost Filmes aposta também noutras vertentes da comunicação, sempre com o lema “um orçamento pode influenciar mas não nos vai impedir”. “Existem muitas PME interessadas em ver o seu trabalho e produto divulgados convenientemente, com um conceito e uma estratégia adequados ao seu core business e público-alvo”, refere António Aleixo. E exemplifica: “Propomos ao cliente um novo conceito, uma nova imagem gráfica, um novo site, um spot publicitário e depois aconselhamos a estratégia de marketing a implementar consoante os veículos de comunicação disponíveis, seja através de webmarketing, jornais, televisões, ecrãs gigantes, acções de rua, etc.” Além da produção, a Low Cost Filmes pretende então assumir-se também como uma espécie de agência de publicidade para as PME? “Sim, propõe-se ser uma ‘one stop shop’ em publicidade, abordando também aquele que é geralmente o papel da agência”, confirma António Aleixo. “Mais uma vez trata-se de diminuir os custos da publicidade cortando os intermediários e funcionando como agência e produtora, desde a elaboração do conceito à produção e distribuição do produto final, podendo melhor servir aqueles que não dispõem de grandes orçamentos”, explica o responsável. “É exactamente por isso que a base da Low Cost é, neste momento, um designer, o Fábio Vicente, e uma pessoa relacionada com a produção de filme e vídeo. Seremos uma produtora e ao mesmo tempo uma agência para um mercado menos afortunado”, conclui.

Questionado sobre o volume de investimento envolvido no lançamento do projecto, António Aleixo adianta que terá rondado 15 mil euros. A facturação esperada para o primeiro ano de actividade será, “por baixo, 30 mil euros”."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Manuela Moura Guedes na SIC

Acho que aqui está provado que a guerra das audiências vai para além de qualquer coisa, até quando essa qualquer coisa é a qualidade jornalística.
Manuela Moura Guedes na SIC com programa só para si e que não tem a ver com jornalismo - “Ainda não está definido que programa é, exactamente, ou como vai funcionar, mas será um programa com um olhar sobre a actualidade – não de jornalismo”, diz Nuno Santos, director de programas desta estação. Só me ocorre: ora que não é de jornalismo já nós sabíamos. Algum dia Manuela Moura Guedes fez jornalismo?! Mesmo que a intenção fosse criar um programa jornalístico, Manuela Moura Guedes iria torná-lo num programa longe dos princípios e deveres desta profissão.
Aconselhava a que lhe dessem em vez de um manual de acolhimento o código deontológico dos jornalistas.

"SIC confirma Moura Guedes

29-Nov-2010, Briefing


O director de programas da SIC, Nuno Santos, confirmou ao Diário Económico que “a SIC está a trabalhar num formato com a jornalista Manuela Moura Guedes para arrancar já na primeira parte do próximo ano”.
“Ainda não está definido que programa é, exactamente, ou como vai funcionar, mas será um programa com um olhar sobre a actualidade – não de jornalismo”, afirmou.
Também Luís Marques, director-geral da SIC, afirmou ao mesmo jornal que “ainda não se falou de dinheiro”, mas que a ex-pivô da TVI assinará um contrato de prestação de serviços. O responsável adianta ainda que Moura Guedes contará com um programa semanal, com um misto de produção interna e externa, apesar de ainda não estar definido que dia da semana ocupará na grelha da estação.
"Estamos a procurar um bom modelo para a Manuela. Queremos um programa irreverente, inovador, diferente, que seja a cara dela, e isso é algo que exige algum tempo e ponderação”, concluiu.
Já Emídio Rangel, ex-director da SIC, em declarações ao Diário de Notícias, afirma: “A estação está a cometer um erro: ao recrutá-la, a SIC está a dar uma machadada na sua filosofia”."
Fonte: Destak / Diário de Notícias

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Portugal cria génios e deixa-os vingar noutras terras que não são as nossas...

Future

O futuro do Facebook

23-Nov-2010

Facebook vê o futuro e o futuro é definitivamente “Mobile”. A maior rede social do mundo tem evoluído em 3 áreas essenciais com forte potencial de crescimento: o acesso móvel, os jogos, e os chamados “check-ins” através dos telemóveis: um segmento ainda de nicho mas com crescimento assinalável, que passa pelo registo, subscrição de ofertas especiais, cupões, vouchers, descontos de produtos e serviços dos mais variados anunciantes.
É claro o interesse do Facebook nos “mobile check-ins” e, segundo a notícia publicada pela Media Post esta semana, a mais famosa rede social anunciou recentemente um novo serviço móvel de cupões de desconto chamado Deals que alerta os utilizadores da já lançada aplicação Places, sempre que existam ofertas especiais interessantes por perto.
A conhecida marca GAP é, talvez das primeiras a embarcar a aproveitar o novo FacebookDeals para oferecer...calças de ganga! Tendo em conta a utilização do Facebook Places a única coisa que os clientes da marca norte-americana tiveram que fazer foi “check-in” numa loja GAP nos EUA e, mesmo aqueles que não receberam um dos dez mil pares de jeans, tiveram direito a 40% de desconto.
É expectável que o acesso móvel continue a crescer acompanhando a expansão do mercado de smartphones. De acordo com a Strategy Analytics, as vendas anuais irão crescer mais 31% atingindo os 350 milhões em 2011.
O Facebook também pretende expandir as suas ofertas de gaming com uma nova parceria com a Electronic Arts, a responsável por jogos populares como Medal of Honor e pretende, cada vez, mais, liderar e incentivar a criação de novas experiências de jogo com base na plataforma Facebook. Não há dúvida que o “gaming” tem sido uma das maiores alavancas da popularidade desta rede social e constitui grande parte do seu tráfego e tempo de utilização.
Apesar de algumas aplicações ainda não estarem disponíveis em Portugal como o Places ou o Deals, o futuro do Facebook promete muitas oportunidades para a interacção de consumidores e marcas num diálogo permanente.
Fonte: Omnicom Media Group

terça-feira, 23 de novembro de 2010

The Police . So Lonely (live)

TV a sempre "menina bonita"

"As novas tecnologias não mataram o pequeno ecrã -A televisão recusa-se a morrer e continua a ganhar espectadores "
21.11.2010, Por Ana Machado - Público

Vaticinou-se várias vezes o fim da televisão. Mas esta soube transformar o que podiam ser as ameaças à sua sobrevivência em ferramentas para se reinventar. Este domingo celebrou-se o Dia Mundial da Televisão, que ainda não morreu às mãos da Internet ou dos novos gadgets. Pelo contrário, transforma-se. E até ganha novas audiências.
Um estudo da entidade reguladora britânica dos media, a Ofcom, conclui que o número de telespectadores no Reino Unido atingiu o ponto mais alto dos últimos cinco anos. Quem diria que depois de se ter pensado que a televisão estava condenada, com o advento da Internet e com o visionamento a la carte de conteúdos em sites como o YouTube ou nos gadgets do momento – smartphones, tablets e outros – ela iria ultrapassar uma espécie de crise de meia-idade e recuperar?
Segundo o estudo da Ofcom, em 2009 o tempo médio que cada britânico dispensava ao visionamento de programas aumentou três por cento em comparação com os dados de 2004. Os ingleses vêem, em média, 45 minutos de televisão por dia.
A capacidade de gravar a programação através de dispositivos digitais, em vez de afastar do pequeno écrã, tornando o visionamento mais selectivo e mais raro, acabou por intensificá-lo. “Ao contrário do velhinho VHS, que era difícil de programar e que só nos dava uma parte ínfima da programação, as novas tecnologias dão-nos a hipótese de gravarmos os programas que gostamos. Eles estão a trazer as pessoas para a frente do televisor”, garante James Thickett, director de estudos de mercado da Ofcom, ao diário britânico Guardian.
Quem fica a perder, nota, são os anunciantes, uma vez que os dispositivos digitais de gravação permitem saltar a publicidade. A Ofcom reconhece que há factores alheios ao desenvolvimento das tecnologias que podem também contribuir para este aumentar das audiências, como o envelhecimento da população. É que um indivíduo com mais de 65 anos tem tendência a ver, em média, cerca de cinco horas de televisão diárias.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Chuva

Era uma vez...
Um dia cinzento, frio, sem expressão. O vento parecia quebrar os vidros, que balançavam ao seu ritmo. A chuva caía, forte e sem pedir permissão... Como se esta fosse a sua casa, como se a sua neura pudesse acordar todos os que aqui habitam, como se as boas maneiras tivessem sido esquecidas e a fúria tomasse conta da sua vontade.
Era Inverno, "era o tempo dela".
Cá dentro as luzes "tilintavam", como se inseguras esperassem que a fúria passasse. Os cobertores embelezavam o cenário... A cama ainda desfeita chamava, constantemente, por ela que permanecia fiel à sua escrita. O mundo passava lá fora, cá dentro só aquelas linhas captavam a sua atenção. Nem a chuva ou a inquietação das luzes a faziam abdicar daquele seu refúgio.
Aquelas linhas ditavam o seu caminho, era como se fossem o sentido direito da sua caminhada, depositava nelas a máxima confiança (como quem a confia no destino...).
Enquanto escrevia nelas o mundo parecia melhor, mesmo com a chuva furiosa que se fazia sentir, mesmo com o ruído de fundo de todas as pessoas que se queixam... As letras ganhavam forma, faziam sentido (mesmo quando nada parecia fazer sentido...). Tornavam-se a sua ferramenta para expressar, da forma mais sincera, o que guardava só para si, só dentro de si. Às vezes serviam-lhe para vaguear, para escrever, só escrever.
Com a caneta na mão achava-se capaz de mover mundos, de traçar destinos. Podia não ter o poder nas suas mãos, mas pensava ter. Julgava que de si iriam partir as decisões mais importantes, iriam surgir as soluções para os problemas, a esperança.
Mas não iriam...
Nunca ninguém lhe disse. Aliás, alguém lhe disse mas esqueceu-se... Fez-se esquecida.
Enquanto tinha a caneta na mão, o mundo era seu, só seu.
Mas o mundo não lhe cabia na mão... O mundo que queria, esse era maior do que este que existe. As ideias eram muitas, não chegavam só para si... A vontade de querer fazer, fazer mais, muito mais, estava consigo. Mas era preciso sair de si... Era preciso sair daquelas linhas, daquela caneta, daquele seu mundo.
Era preciso escutar a chuva que queria ser ouvida em dias de Inverno, era preciso encostar-se nos cobertores quentes da cama que a chamava, era preciso ouvir as queixas de todos os que a rodeavam, de apreciar o medo das luzes que tremiam...
Era preciso escutar-se. Era preciso acreditar em si, deixar de acreditar apenas nas linhas, apenas na caneta, apenas nas ideias fugazes...
O mundo esperava por si.
O caminho podia ser feito com as suas linhas, com as suas letras... Mas nunca com a certeza que o mundo dependia de si, não depende. Ela depende do mundo, tinha-se esquecido disso e tinha ficado presa à vontade de o querer controlar.
O seu mundo precisava de si.
Pensar em si, era fundamental...
Quando assim fosse, quando as linhas se tornassem reais e os seus medos esvoaçassem, quando ouvi-se o que o mundo lhe queria dizer (através da chuva que lhe batia à janela...) aí sim a plenitude chegaria.
Das linhas, das letras, das palavras, iria surgir essa força. Mas não poderia concretizar os seus desejos, as suas ideias, os seus ideais, apenas naquelas linhas...
Escutar-se. Sentir-se. Era preciso sentir-se...