"I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong." by Christopher McCndless in Into the Wild
Todos os dias ela dizia, convicta, que hoje era o dia - "Hoje não me vou deixar levar pelos fantasmas. Hoje vou ser forte e confiar em Deus, sem questionar nada nem ninguém, deixando a vida seguir o seu caminho. Não vou ser frágil, vou tornar-me forte. Vou ser forte!". Mas nem sempre cumpria, aliás, raras vezes cumpria.
Parecia estar tudo certo. Estava tudo certo. Mas havia alguém que não se sentia forte, embora parecesse...
Uma força maior assombrava os seus pensamentos, as suas ideias, as suas convicções. Uma força maior tomava conta de si, do seu humor, da sua naturalidade, do seu feitio. E o frio tomava conta do seu coração, não havia calor que a fizesse mudar nem por segundos.
Apenas um grupo restrito de pessoas a conseguia fazer olhar para a vida de frente. Mas era ela quem tinha que olhar para a vida de frente... E enquanto não se sentisse forte, o equilíbrio, a força, a esperança e a tranquilidade não iriam surgir.
É preciso sentirmo-nos fortes para sermos fortes. Não basta parecer...
Tal como ela, todos nós temos as nossas fragiliadades mas é preciso sermos capazes de questionar o medo, de alterar o pensamento, de lutar contra todos os fantasmas interiores que criamos. Quando isso acontecer, deixaremos de ser o nosso próprio e pior inimigo. Começaremos a ser fortes, a sentir-nos fortes. Quando assim for, ninguém precisa de acreditar que o somos, nós sentiremos e o grupo restrito de pessoas importantes irá saber (mesmo sem o dizermos...), isso é o que nos deixa ser verdadeiramente feliz.
Em vez de ela dizer todos os dias "hoje é o dia" deveria fazer de cada dia o seu dia, forte e segura, perto do grupo restrito de pessoas que merecem vê-la fiel a si própria e feliz.
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
E...é isto.

Segue o teu destino
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis
"Realidade"
Há uns dias um amigo meu dizia "A vida no facebook parece tão mais fácil...mas repara: Não existe vida no facebook! Vive em vez de sobreviver...".
E vocês, que pensam?
Porto
"There is nothing like a dream to create the future." by Victor Marie Hugo, France
To be continued...
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Universidade Técnica de Lisboa
http://www.mlfonseca.net/wp-content/uploads/2010/11/20101108_150617.pdf
"Assim e esmiuçando as conclusões do estudo, após finalizado o curso, a maioria dos diplomados da Universidade Técnica de Lisboa tem emprego assegurado no primeiro ano (95%), 88% até 6 meses e 8% até um mês. 44% dos inquiridos garantiram ainda emprego antes de conclusão do curso." in ExpressoEmprego (www.expressoemprego.pt), 6 de Novembro de 2010
Cliquem e leiam até ao fim. É de louvar os excelentes profissionais e os alunos empenhados que contribuem para que estes números existam. Vontade de trabalhar, dedicação, ambição, são valores que nos movem: alunos do ISCSP e de outras faculdades da UTL.
Desemprego? Existe. Mas há quem lute para mudar esta realidade.
Tenho um orgulho gigante em ser ISCSPiana. Obrigada pela aprendizagem. Obrigada pelos valores transmitidos.
Parabéns a todos os ISCSPIANOS e a todos os profissionais (com especial destaque para os óptimos docentes) desta Universidade. E já que deste tema se trata, bom trabalho : )
"Assim e esmiuçando as conclusões do estudo, após finalizado o curso, a maioria dos diplomados da Universidade Técnica de Lisboa tem emprego assegurado no primeiro ano (95%), 88% até 6 meses e 8% até um mês. 44% dos inquiridos garantiram ainda emprego antes de conclusão do curso." in ExpressoEmprego (www.expressoemprego.pt), 6 de Novembro de 2010
Cliquem e leiam até ao fim. É de louvar os excelentes profissionais e os alunos empenhados que contribuem para que estes números existam. Vontade de trabalhar, dedicação, ambição, são valores que nos movem: alunos do ISCSP e de outras faculdades da UTL.
Desemprego? Existe. Mas há quem lute para mudar esta realidade.
Tenho um orgulho gigante em ser ISCSPiana. Obrigada pela aprendizagem. Obrigada pelos valores transmitidos.
Parabéns a todos os ISCSPIANOS e a todos os profissionais (com especial destaque para os óptimos docentes) desta Universidade. E já que deste tema se trata, bom trabalho : )
What is technological dependence?
De facto, aqui aplica-se: "Uma imagem vale mais que mil palavras". Mas não querendo ficar-me apenas pela imagem, que não merece discussão quanto à sua expressividade, penso que merece um humilde comentário da minha parte.
Na imagem apresentada deduz-se que é uma família que está dependente dos aparelhos que servem a tecnologia e, consequentemente, da tecnologia. É insólito ver que na imagem estão representadas diferentes gerações, através da criança e dos seus pais. Na minha perspectiva, há duas gerações representadas: a fase adulta (pai e mãe) e a fase de criança (filho). Isto para chegar à conclusão de que a tecnologia acompanha as diferentes faixas etárias nos dias de hoje: desde os mais novos que já nascem na era da tecnologia até aos mais velhos que se adaptam (quer queiram, quer não) a ela.
Começando pela figura da mãe, verifica-se que está completamente concentrada no seu computador portátil, estando para além de escrever, a ouvir e falar. Este é um pormenor interessante que nos leva a reflectir sobre a multiplicidade de actividades que podem ser desenvolvidas na Internet e nos pcs. Apresenta-se como “chefe de família”, caminhando à frente dos restantes membros, sendo que a o filho está quase que “anexado” como um ficheiro a si. A atenção é dada ao computador, não à família. Esta figura apresenta-se concentrada e aplicada na actividade que está a desempenhar, o que demonstra que se adaptou às novas tecnologias e depende delas no seu dia-a-dia
O pai, transportando uma televisão e um satélite às costas, apresenta-se sereno e quase que diria “conformado” no ambiente em que se encontra. É o suporte para o “brinquedo” a que o filho assiste com tanta atenção.
A criança, ainda bebé, já está em contacto directo e permanente com as tecnologias (neste caso em confronto directo com a TV). Concentrado e deslumbrado vê televisão como se os carrinhos e os bonecos tivessem sido trocados pela caixinha mágica. As mãos da criança apresentam movimento, como se a criança quisesse chegar a ela ou estivesse pronta para receber todos os conteúdos que daquela caixinha saem.
O posicionamento dos pés dos três elementos na imagem é para mim um pormenor a ter em conta, repare-se que vemos os pés da mãe orientados para a frente, rígidos e como se tivesse um caminho a seguir, como se apontasse para o futuro e como se estivesse convicta e conhecedora de todo esta envolvente tecnológica. Por outro lado, a criança através do posicionamento dos seus pés e das suas pernas reflecte movimento/agitação e reflecte a curiosidade e a constante aprendizagem. O pai coloca os pés de forma incerta, quase que a “experimentar terreno”, como se ainda estivesse desconfiado ou não totalmente envolvido mas já fazendo parte desta realidade tecnológica a que “não pôde fugir”.
(Permitam-me fazer um paralelismo desta família com a minha: ainda que não existam bebés, a minha mãe já se rendeu às tecnologias e à moda “facebook”, o meu irmão vive agarrado ao computador e ao mundo da Internet, as minhas actividades dependem deste portátil onde escrevo e, o meu pai, céptico, foi o mais atrasado a chegar a este mundo. No entanto, sempre contra e tentando resistir aos telemóveis, computadores, Internet, descobriu que para saber a sua escala de trabalho tem que consultar o email e por isso criou uma conta Hotmail, descobriu ainda que para escrever ofícios, estar em contacto com a equipa que dirige ou para se manter informado sobre seguros, créditos e tantas outras utilidades, necessita de ser um utilizador da Internet e estar em contacto permanente com as “medonhas tecnologias”. AH! E o telemóvel?! São poucas as vezes que sai de casa sem ele. O meu avô pediu-me como prenda de Natal um telemóvel, não é surreal? (o meu avô é super avançado :P ahaha))
A nuvem que paira por cima das suas cabeças e que reflecte no chão, diria que é a nuvem tecnológica que se apoderou do séc. XXI e de todas as famílias, de todos nós.
Esta imagem reflecte o que é a dependência tecnológica: o uso constante da tecnologia para realizar quase todas as tarefas do dia-a-dia. O contacto com as tecnologias é permanente, ao chegar a casa liga-se a TV depois liga-se o pc e passeia-se pela Internet. O mesmo acontece com o crescimento: nascem crianças envolvidas neste ambiente, crescem entre computadores e televisões (e tantas outras tecnologias…) e dependem deles para o resto das suas vidas.
Eu sou defensora do uso das tecnologias, quanto baste. Admiro todas as evoluções e adoro comparar “o que era e o que é” neste mundo de cabos e satélites. Mas confesso, sou saudosista e sinto falta de ver famílias a passear juntas sem a Internet a pairar por cima de todos os membros, de ouvir conversas interessantes que não se fiquem pelo teclado e de ver crianças e adolescentes na rua sem viver entre quatro paredes porque criaram o seu próprio mundo tecnológico.
Mas….
Estaremos nós a preservar o conceito de família ou estaremos nós a familiarizar-nos demasiado com as tecnologias?!
This is technology.
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